Toda a noite tentara, em vão, ter a sua atenção e, pelo contrário, assistiu ao exercício de um alucinante fascínio sobre todos os presentes. Tinha-a ainda chamado de parte, procurando “conversar” enquanto ela lhe atirava com um discurso assanhado e irónico, evitando sempre o seu corpo nu. Só daqui saio quando acabar de beber a minha cerveja! Podeis todos ir onde quiserdes que eu daqui não arredo. Tá-se aqui tão bem... – recostou-se na cadeira e deu três grandes goladas na garrafa. Todos se aglomeravam já próximo da saída, quando ele se aninhou junto dela pedindo-lhe que os acompanhasse - Ninguém vai aqui ficar... Também não te quero aqui, só preciso da companhia desta cerveja, vai. A música tá boa, a bebida melhor ainda, que mais quero eu? Vai!... – repetiu olhando-o nos olhos, transbordando sedução. Tê-lo aninhado junto de si fazia-a sentir-se irresistível e senhora da situação. Na verdade, não era só impressão sua. Ele sentia-se de facto enlouquecer. Agora, era somente seu aquele olh...