Ofereceste-me a tua companhia, diluindo em mim o teu tempo. Trago cravados no peito os abraços e o aconchego do teu colo. Agora que partes, lamento o abraço que não te dei quando ergueste para mim os olhos que, mesmo tristes, sorriram. Sabe agora que foste a última amante de Paco Gonzalez, forçado agora a professar o fim.
Tenho o Sol nesta caixa de cartão. Não devo abri-la, posso cegar, podendo ouvir o que me queiras dizer. Diz-me tudo... ou então não digas nada (...do mar do mundo e traz-me uma sombra). Muito Sol faz mal, por isso o meti aqui. Não, só o convenci a entrar. Ninguém obriga o Sol numa caixa. Só lá fica se quiser. Disse-lhe que lá estava a Lua e a esta, que lá estava Sol. Pega, leva-a contigo! E, na volta, dá corda ao relógio, já não se mexe há três dias. E traz mais velas - não só perdemos o dia, como escureceu a noite...
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