Encontrámo-nos sob a névoa que antecedeu a tua chegada. Disseste-me que querias saber de mim profundamente. Despedimo-nos e, juntos no abraço que pediste, selámos a separação com um leve beijo.
Tenho o Sol nesta caixa de cartão. Não devo abri-la, posso cegar, podendo ouvir o que me queiras dizer. Diz-me tudo... ou então não digas nada (...do mar do mundo e traz-me uma sombra). Muito Sol faz mal, por isso o meti aqui. Não, só o convenci a entrar. Ninguém obriga o Sol numa caixa. Só lá fica se quiser. Disse-lhe que lá estava a Lua e a esta, que lá estava Sol. Pega, leva-a contigo! E, na volta, dá corda ao relógio, já não se mexe há três dias. E traz mais velas - não só perdemos o dia, como escureceu a noite...
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