Correu por entre as rajadas de vento, tão fortes e determinadas. Urgia encerrar as portadas do salão. Uma invasão tão brusca e inesperada iria deteriorar importantes detalhes no seu interior. Entrou desenfreado, abrindo as portas de par em par, para impedir que o ar louco e seco empoasse os veludos. Cortinas delicadas bailavam, inocentes virgens, encantadas pelo hálito morno; algumas voavam já, impúdicas, pelas janelas escancaradas. As folhas fugidas da tília entrelaçavam-se amorosas nas cordas do velho piano. Tudo tem de ser protegido, pensava, enquanto resgatava a última louca princesa da mais fina seda.
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A mostrar mensagens de julho, 2007
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Hoje cheguei atrasada ao trabalho. E saí de casa com tempo! Fui ao supermercado. Primeiro apanhei uma fila estúpida a caminho da rotunda, por causa da manifestação da CGTP. Toda a gente fazia questão de perguntar ao polícia qualquer coisa e depois não havia maneira de se sair do sítio. Pus o carro no parque de estacionamento e dei então uma saltada ao supermercado. Como já sabia o que queria, era só chegar, pegar, pagar e desaparecer dali para fora. Mas quando chegou a altura de pagar tinha quatro senhoras à minha frente cheias de tralhice e a menina da caixa não estava onde devia estar: na caixa. Estava no bar a dar um copinho de água a uns putos que, vim depois a perceber, estavam com duas das senhoras da fila. A menina lá veio (dava pra ver que não lhe estava a agradar qualquer coisa) e depois percebi o que deveria ser: os putos, eram, além de hiperactivos, hiper-ruidosos, com especial destaque para um deles. Corriam, gritavam... enfim. E as mãezinhas nada. Era como se nada fosse. ...