- Eles sem mim não podem ir - murmurou, enquanto ela sentia as suas gotas regulares sobre o dorso quente. Partiriam nessa madrugada e, em jeito de despedida, fundia-se nela para a levar marcada na pele. - Vou ter mesmo de ir - dizia para si mesmo, sem com isso abrandar o ritmo certo como quem bebe sôfrego, calando a sede. - Mas eu volto - concluiu tranquilizante. Quase disse que o esperaria, mas pareceu-lhe, mais do que um cliché de romance de cordel, uma óptima forma de trair a sua nova atitude, ganha à força de muitas lágrima e dor no peito. - Tens de ir. - Não consigo - e repousou sobre ela, beijando-lhe a nuca, enquanto lhe segurava o cabelo como uma crina.
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A mostrar mensagens de dezembro, 2005
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Não te peço nada. Prefiro tentar adaptar-me em silêncio. Deixar-te-ei voar. A tua não é a minha vida. Respeita-me somente. Fala-me sempre a verdade. Avisa-me quando esmorecer o teu querer. Permite que me afaste, quando precisares de palavras. Eu voltarei, com as ideias arrumadas e o mesmo amor por ti.